quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Volta da parapanã

Mariposa-albina

Mariposa montada em Pégasus, tão delicada e alva,
Não receberá convite para entrar em minha casa,
Traz consigo borboletas e minha quietude não se salva,
Por tanto lhe querer bem, Mariposa, voa, usa sua asa.

Mariposa que veio no inverno, por que chegou tardia?
Passou minha primavera, comi o fruto que da árvore pendia.
E mesmo no verão, poderia ver o sol que em mim ardia.
E hoje, minha casa, mesmo cheia, sem você é vazia.

Desta casa eu quero derrubar paredes e quebrar o muro.
Desde ti, cada dia, qualquer segundo, tudo calculo.
Levou meu mel, Mariposa, na minh’alma deixou um furo.

Tudo que mais quero é, já liberto, habitar em teu casulo.

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