Esperarei o espaço mínimo
Entre as bençãos, o dízimo
Pois de tudo que importa
Estive ali à sua porta
Aguardo o bom dia, o gesto
Sei de tudo a que me presto
O papel que é meu, amante
Aceitei-me outrora coadjuvante
Mas já não apetece o esmo
sou ante teu medo, o vértice
Sempre eu, jamais o mesmo
Não sou o vinho, mas o cálice
Fato sútil, meu câmbio lesmo,
Não me queres? Finda e cale-se.
terça-feira, 26 de março de 2019
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