quarta-feira, 25 de julho de 2018
Levante da cama, olhe o espelho, goste de si mesmo. Cabelo armado, bagunçado...cara de quem não teve paz a noite toda. Barba por fazer. Ainda assim, ame a si mesmo. Palavras que ninguém ouvirá durante o dia, sorrisos que não serão retribuídos, gestos que não serão valorizados. Ainda assim, sorria para si mesmo. Nem sempre as pessoas encontram teus tesouros, mas isso não te impede de admirá-los, nem de guardá-los para quem os mereça. Não se aborreça com distrato, não se abale com traições. Por mais que existam pessoas pequenas, alegre-se por ser maior que todas elas. Muitas coisas que julgamos essenciais se perdem ao longo do caminho. Não se preocupe...tem frutos e água fresca adiante, e muita vontade de viver dentro de cada um de nós.
sábado, 14 de julho de 2018
Para Raony
À falta que você faz na terça de Macaubar
Também na quarta e quinta.
À falta do seu beatbox quando vou cantar
E a saudade que sempre pinta.
À falta de graça de tudo que quero contar
E a tudo mais teu que eu sinta.
Vai meu amigo, faz tua sina
Ara teu campo, poda tuas vinhas
Que o tempo fiel nos ensina
Tens a amizade que sempre tinhas
À falta que você faz na terça de Macaubar
Também na quarta e quinta.
À falta do seu beatbox quando vou cantar
E a saudade que sempre pinta.
À falta de graça de tudo que quero contar
E a tudo mais teu que eu sinta.
Vai meu amigo, faz tua sina
Ara teu campo, poda tuas vinhas
Que o tempo fiel nos ensina
Tens a amizade que sempre tinhas
Há um certo desespero em ser comedido
Há um certo destempero em não se entregar
Há um certo descompasso e tempo perdido
Em quem desacompanhado quer caminhar
As pernas são duas e andam
São muitas as velas do barco
Em compasso dançam e balançam
Sem medo me lanço num arco
Há um certo desvio em cada flecha vertida
Há um certo desdém de deixar-se acertar
Há um certo destino na bala perdida
Também há em quem prefere amar e ficar
Os braços são dois e afagam
São muitos os pares na arca
Na língua do Lasso juram e ofegam
Na pele de um mais fundo marca.
Há um certo destempero em não se entregar
Há um certo descompasso e tempo perdido
Em quem desacompanhado quer caminhar
As pernas são duas e andam
São muitas as velas do barco
Em compasso dançam e balançam
Sem medo me lanço num arco
Há um certo desvio em cada flecha vertida
Há um certo desdém de deixar-se acertar
Há um certo destino na bala perdida
Também há em quem prefere amar e ficar
Os braços são dois e afagam
São muitos os pares na arca
Na língua do Lasso juram e ofegam
Na pele de um mais fundo marca.
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