Pobre, pétrea e pífia poesia!
Nem que fale de toda a beleza,
Nem que finde toda a tinta e toda a imaginação dos poetas,
Jamais saberás quão mais belo é aquele sorriso!
Nunca teus versos contarão o abraço que me pacifica...
Ou chorarão os lamentos das nossas despedidas.
Dou-te notas e acordes, poesia,
e mesmo que te façam música, quão mais harmoniosa é a voz da minha pequena!
O nome dela é Alegria Plena...para mim e para teus versos!
Escrito em 29 de outubro de 2012*
terça-feira, 29 de outubro de 2019
Em que parte do meu corpo habitas?
É minha cabeça a pensar em ti
São meus dedos desejosos por tocar teus cabelos,
tirá-los da tua fronte para que meus olhos contemplem a imensidão dos teus!
É minha boca ansiosa por te dizer doces palavras e roubar-te um beijo.
Ou então minhas pernas inquietas, que querem correr o mundo para te encontrar!
É o coração sonoro, a mão gelada buscando a tua.
Fragmentado, sou seu. Por inteiro, também te pertenço!
Escrito em 29 de outubro de 2012*
É minha cabeça a pensar em ti
São meus dedos desejosos por tocar teus cabelos,
tirá-los da tua fronte para que meus olhos contemplem a imensidão dos teus!
É minha boca ansiosa por te dizer doces palavras e roubar-te um beijo.
Ou então minhas pernas inquietas, que querem correr o mundo para te encontrar!
É o coração sonoro, a mão gelada buscando a tua.
Fragmentado, sou seu. Por inteiro, também te pertenço!
Escrito em 29 de outubro de 2012*
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Borboletas são recorrentes quando escrevo. Elas representam um sentimento bastante distinto, ao qual nunca pude dar nome. É sentir para sabê-lo.
Volta da Parapaná II
Que alegria ver- e haver - borboletas em mim
Avançam no peito em ares de verão e primavera
Trazem luz e umidade que findam a longa espera
Voam a toa no meu ventre feito de lago ou jardim.
Coletivo frenético e colorido, retorna a parapaná
Neste âmago que fora somente seca e deserto
hoje a natureza abunda pelo meu corpo aberto
prazer em água doce, paixão que alimenta é maná.
Volta da Parapaná II
Que alegria ver- e haver - borboletas em mim
Avançam no peito em ares de verão e primavera
Trazem luz e umidade que findam a longa espera
Voam a toa no meu ventre feito de lago ou jardim.
Coletivo frenético e colorido, retorna a parapaná
Neste âmago que fora somente seca e deserto
hoje a natureza abunda pelo meu corpo aberto
prazer em água doce, paixão que alimenta é maná.
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Gosto que leiam os poemas meus
Como gosto que vejam meus olhos
E vejam com meus olhos o mundo
Velado pelas sombras do cotidiano
Gosto que vejam o ar pálido e pútreo
Que dança magnético entre os dedos
Hálito denso de coisas não digeridas
Sentimentos resolutos e não resolvidos
Tão sólidos e, pasmem, tão invisíveis
Como a certeza das coisas não ditas
Que fazem do silêncio uma sentença
E fazem dos versos meus uma lâmina
Que corta n'alma e não atinge a carne
Para que a apatia apeteça aos homens
Ainda que o pranto lhes escorra na face.
Como gosto que vejam meus olhos
E vejam com meus olhos o mundo
Velado pelas sombras do cotidiano
Gosto que vejam o ar pálido e pútreo
Que dança magnético entre os dedos
Hálito denso de coisas não digeridas
Sentimentos resolutos e não resolvidos
Tão sólidos e, pasmem, tão invisíveis
Como a certeza das coisas não ditas
Que fazem do silêncio uma sentença
E fazem dos versos meus uma lâmina
Que corta n'alma e não atinge a carne
Para que a apatia apeteça aos homens
Ainda que o pranto lhes escorra na face.
Eles dizem que, por vezes, te encontram
Eu digo que eles mentem e são loucos.
Dizem que te veêm, feliz, seguir adiante.
Eu digo que falam de algo morto e findo.
Apenas um fantasma, ilusão de óptica.
Não sabem eles do teu assassinato?
Não sabem que te esganei sem pudor?
Até tirar de mim todo o teu ar.
Que te esfaqueei do ventre à mandíbula?
Até esvair de mim todo teu sangue.
Que mastiguei teu fígado e teu coração?
Até não haver em mim teu humor,
E muito menos, esse menos ainda,
O teu amor.
Eu digo que eles mentem e são loucos.
Dizem que te veêm, feliz, seguir adiante.
Eu digo que falam de algo morto e findo.
Apenas um fantasma, ilusão de óptica.
Não sabem eles do teu assassinato?
Não sabem que te esganei sem pudor?
Até tirar de mim todo o teu ar.
Que te esfaqueei do ventre à mandíbula?
Até esvair de mim todo teu sangue.
Que mastiguei teu fígado e teu coração?
Até não haver em mim teu humor,
E muito menos, esse menos ainda,
O teu amor.
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