terça-feira, 22 de outubro de 2019

Borboletas são recorrentes quando escrevo. Elas representam um sentimento bastante distinto, ao qual nunca pude dar nome. É sentir para sabê-lo.

Volta da Parapaná II

Que alegria ver- e haver - borboletas em mim
Avançam no peito em ares de verão e primavera
Trazem luz e umidade que findam a longa espera
Voam a toa no meu ventre feito de lago ou jardim.

Coletivo frenético e colorido, retorna a parapaná
Neste âmago que fora somente seca e deserto
hoje a natureza abunda pelo meu corpo aberto
prazer em água doce, paixão que alimenta é maná.

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