Eu não sou eu, nem sou outro. Sou qualquer
coisa de intermédio". Quantas pessoas já me perderam tentando me
definir! Quantas outras já me ganharam por garimpar tesouros meus que
desconhecia. Tenho sorrisos salgados e lágrimas de confeito. Tenho uma
vontade desesperada de ter tudo e não me prender a nada. De ser tudo que
não seja nada. E voltar ao nada para reconstruir tudo. Um outro tudo, o
mesmo nada.
Não sou fênix pois não sou pássaro, pois não creio em
mitos. Sou cinza, talvez, que voa ao vento, que vira pó, que vira chão,
que vira vida, que vira tempo...e não vira nada. Mas, participa em tudo e
constrói o mundo.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Não sei muita coisa da vida, ainda sou meio
torto, o Carlos gauche na vida. Uma coisa, contudo, aprendi: o riso, o
brinde, o cumprimento, são muito mais materiais que a felicidade. Nem
sabemos se a felicidade existe. Que haja verdade no humor, que haja
sinceridade no olhar, que exista sempre uma boa piada para ser contada.
Que exista sempre uma roda de amigos e que um deles fique um pouco
bêbado de vez em quando. Que existam almoços em família. Não creio na
somática do viver, não acredito em acerto de contas, meu credo é do
tempo. Acredito em momentos...acredito que podemos construir bons
momentos.
Pensamentos meus:
- O homem nasceu para conquistar. Possuir, pelas simples conexões naturais, nada significa. É sua capacidade de de entalhar pedra, e não a própria matéria-prima, que o define um mestre de jóias. Aquele que abandona a peleja nunca terá do que se assenhorar, por mais que a vida lhe tenha dado de início.
- É preciso dar valor no tempo que o Tempo tem. O Tempo que cura, o Tempo que acalma, o que revela, até aquele que faz sofrer. Ele é o elemento presente em tudo que existe: tudo tem seu tempo e muito pouco tempo se tem.
Ah, quando você chegar! Comprei lua-de-mel,
meu amor, deixei sobre a mesa. Tire o sapato, belisque uma...Quem sabe
me encontras na cozinha, ou então tomando banho. Abra a porta devagar,
me pegue de surpresa. Deixe minhas lágrimas rolarem misturadas na
espuma, deixe meu sorriso estranhar o gosto do xampú. Só não desfaça
essa névoa, essa cortina vaporosa que eu chamo de lembrança, na qual
sempre voltas pra casa.
Assinar:
Postagens (Atom)
