Caminho entre as pedras cujas pontas permeiam os dedos.
As pedras que me lançaram, hoje piso já sem medos
Pois que meu caminhar já viu mais pontas e mais flagelos
E mesmo os dentes,
Mastigam aço e libelos.
Mãos ásperas lançam sal ao terreno fecundo
Meu hálito é podre, o espírito imundo
Pés que não aram mas mitigam a semente
A boca nada diz e, todavia, sempre mente
Sou abominável mas mantenho a razão
De quem viu por todos, geração a geração.
A rima empobreceu ao tomar a decisão
Nada merecerá o homem que perdeu o coração
terça-feira, 13 de novembro de 2018
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Tenho um refúgio chamado poesia.
Me defendem as palavras e os sentimentos que despertam.
Crio mundos, invento o tempo de acordo com minha pressa.
Desenho nossos abraços, verto lágrimas em verbos.
É infinita a força criativa por não cessarem os beijos.
Infinitos os afagos, eternos recomeços.
Se caminhas te faço sombra,
e quando foges de mim em teu destino...
É dar-te nova estrofe e outra chance de me encontrar.
E se sentas para contemplar...te obrigo a pensar em mim.
Como o cárcere da vida não soube fazer.
E o sal em minha face se transforma em diamante nos dedos teus.
E um sorriso estampado é doce ilusão dos olhos meus.
Me defendem as palavras e os sentimentos que despertam.
Crio mundos, invento o tempo de acordo com minha pressa.
Desenho nossos abraços, verto lágrimas em verbos.
É infinita a força criativa por não cessarem os beijos.
Infinitos os afagos, eternos recomeços.
Se caminhas te faço sombra,
e quando foges de mim em teu destino...
É dar-te nova estrofe e outra chance de me encontrar.
E se sentas para contemplar...te obrigo a pensar em mim.
Como o cárcere da vida não soube fazer.
E o sal em minha face se transforma em diamante nos dedos teus.
E um sorriso estampado é doce ilusão dos olhos meus.
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