Quando há tantos blocos de ausência - Escrevo-me.
Quando há tanto vazio em falar - Rabisco-me.
Quando há tanta intenção em falsear - Apago-me.
Quando há tanta frieza no sentir - Contorno-me.
Quando existe tanto espaço em branco - Rasgo a página.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Panapanãs-marinhas.
Ando sem tempo para rimas.
Perdi-me num miolo de mar.
No pontinho de abismo em que me perco,
Circundam-me potes de ouro e vastidões de azul bem claro.
O passado brincando ciranda faz descasular as borboletas
E elas voam, vivem e voltam encasular...
Exceto quando batem no para-brisa de um coletivo inesperado.
Ando sem tempo para rimas.
Perdi-me num miolo de mar.
No pontinho de abismo em que me perco,
Circundam-me potes de ouro e vastidões de azul bem claro.
O passado brincando ciranda faz descasular as borboletas
E elas voam, vivem e voltam encasular...
Exceto quando batem no para-brisa de um coletivo inesperado.
Soubesse da pequenez de ser grande
Glorificaria a inocência com brotos de louros na infância
E se soubesse a verminose da úmbria de nossa falange
Curaria com unguentos pueris toda ferida de ganância
Defunto vivente, deixei-me morrer e nada fiz
Corroeram-me os parasitas a mastigar e cuspir meus planos
Um engasgado e esganado com os brônquios repletos de giz
Mais um assassínio suicida com o fadário abastecido de anos.
Glorificaria a inocência com brotos de louros na infância
E se soubesse a verminose da úmbria de nossa falange
Curaria com unguentos pueris toda ferida de ganância
Defunto vivente, deixei-me morrer e nada fiz
Corroeram-me os parasitas a mastigar e cuspir meus planos
Um engasgado e esganado com os brônquios repletos de giz
Mais um assassínio suicida com o fadário abastecido de anos.
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