Miséria da alma é tristeza do mundo,
avareza semeada em terreno fecundo.
Tantos homens desolados em eterno suplício;
Outros, poucos, isolados, alimentando seu vício.
Para matar a fome daqueles que não comem,
Já não partilha-se o pão, mata-se o homem.
E, mesmo na dor, não há tempo para choro.
Tempo é dinheiro - que não aceita desaforo.
Pois humanidade caminha numa linha qualquer
ciclo cruel que vai da poeira
à barriga pesada de uma mulher.
E quando, Senhor, mudará a nossa triste sorte?
Quando não houver sequer um suspiro,
e findarem-se os sons num acalento de morte.

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