domingo, 7 de outubro de 2012

Certa camponesa

Eu gosto da pessoa certa. Que esteja certa, que queira. Eu gosto dos jantares durante a semana, da garrafa de vinho aberta e aquele filme francês que embala o beijo comedido, permeado de carinho. Aquele perfume Chanel, um comentário sobre o dia de trabalho. Gosto que me fale de literatura, na justa medida para que meus versos de amor para ela não sejam ofuscados pelos versos de Neruda ou pelas letras de Marcelo Camelo. Eu gosto que me goste e me deixe gostar.

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